3 meses se passaram desde a última vez que escrevi neste blog, neste bloco de notas mudo e sem reacção.

                  Muita coisa aconteceu nestes últimos três meses. Não fui pra DG, não ganhas-te as eleições mas eu ganhei… A vida deu-te dois grandes sustos e eu estive sempre ao teu lado para te apoiar. Mas isso não basta… não me basta ser a “Fada Sininho” que está lá sempre que precisas e que desespera se não estiveres  bem… Não voltarei a deixar-te roubar-me horas de sono…

Está na hora de virar a página. Está na hora de reagir.

Está na hora de seguir caminho como tu fizeste. Se me sinto magoada por nunca teres sido sincero comigo nesse ponto? Sim. Porém, é um facto que tu nunca namoraste comigo, nunca me prometeste nada e que todos aqueles momentos tiveram, sem dúvida, mais significado para mim…

Outro facto importante é eu ter visto coisas essenciais com os meus próprios olhos e essas coisas me terem magoado.

“Mai vale um bom desengano do que andar enganado para sempre.” – Santa sabedoria popular

E aqui vai um grande agradecimento para todos aqueles que me apoiaram sabendo ser imparciais e dando o toque certo no momento certo e que, por isso, ganharam o meu respeito.. e também o meu amor.

MENSAGEM FINAL:

Sê feliz que eu vou tratar de fazer o mesmo :)

Beijo*

            “Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas
cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era
seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A
voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo,
oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era
provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em
cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que
eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes
originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com
toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo
vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao
mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através
das águas do lago, chegando calmamente à outra margem. 
         Então, o barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que
desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta
pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e
com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a
alcançar a nossa meta.
                 Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade,
superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é
preciso remar contra a maré.”

 

Quando recebo mensagens deste género, fortaleço-me e avanço com mais força e convicção. Parar é morrer. “E se parar é morrer, posso gritar «Eu existo.».

Vou dar ao projecto que me puseste em mãos o melhor de mim, acredita.

Obrigada pela confiança.

 

**

                      Hoje, em plena Procissão das Velas, uma mulher desconhecida chamou-me para falar com ela, perguntou-me o meu curso e, após isso, perguntou-me se Turismo iria à Procissão das Velas.

Se não há coincidências…

 

Beijo*

 

Chantilly*


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

          Há aproximadamente uma semana atrás, recebi uma mensagem tua. Uma mensagem com a qual não contava.

Após um “não me digas mais nada” que deveria eu esperar? Já estava mentalizada de que não irias dizer-me nada pelo meu aniversário, acredita. Se dissesses, talvez fosse lá pra tarde ou pra noite.

Mas eu recebi uma mensagem tua. Foi de propósito o facto de essa mensagem ter sido enviada 2 minutos depois de começar o meu aniversário de 2009?

Não imaginas como me senti ao pegar no telemóvel e ver uma mensagem tua. Não imaginas como me embebi em cada palavra daquela mensagem. Não imaginas os significados que tentei descobrir nela.. Não imaginas a minha alegria ao descobrir que, afinal, pelo que dizes, até me desejas bem.

Não imaginas, igualmente, o esforço que fiz para te responder. O espanto foi tal que perguntei a mim própria: e agora, o que é que eu faço? Agradeço, como é óbvio, mas como?

Sempre tive bastante facilidade em escrever mas, naquele momento, senti-me como que desterrada numa terra nova, a saber poucas palavras do vocabulário local. Tremi, li e voltei a ler a tua mensagem. Seria mesmo real? Estaria eu a ver coisas?

  Uma hora depois, farta de pensar, resolvi parar de pensar e não voltar a cometer o erro de racionalizar o que sinto, nem ter medo de sentir o que sinto.

 

       Agora, passados quase oito dias sobre essas sms’s, devo dizer que o meu desejo é mesmo esse, que os teus desejos para comigo se realizem contigo presente.

Pena também não teres tido a disponibilidade de comparecer na minha espécie de jantar de anos. No entanto, devo confessar que fiquei muito surpreendida com o ” ia com muito gosto”.

 

                      Levezinha q.b., entrei na infernal 1ª semana de praxes e, não sendo eu besta nem Académica, pude deleitar-me com as mesmas, apesar da vontade miudinha de praxar.

 

Tenho ideia de te ter visto, ao longe, talvez no 2º ou no 3º dia. Vi-te como da primeira vez… trajado. Se fosse de noite, a luz dos meus olhos ter-me-ia, com certeza, denunciado, tal foi a felicidade em rever-te. Sendo de dia, esbocei um sorriso de menino pequeno que vê o boneco favorito em cima do armário e, não lhe podendo tocar, fica ali sentado, de cabeça no ar, a admirá-lo e segui em frente…

Noutro dia, ao pedir a colegas para não passar pelo lado da ESGHT afim de não esbarragar com o teu curso, contornei a minha querida ESEC… e tu apareces-me de frente com as tuas bestas..achas normal? :P Nem sei se me viste… eu também fiz questão de não me pronunciar à frente do teu curso e de cumprimentar amigavelmente todos quantos a mim se dirigiram :)

Estavas cada vez mais perto.. e o meu coração prestes a explodir..

 

O fim da picada foi mesmo na última quinta-feira, no final dos jantares de curso. Os nossos queridos cursos resolveram entrar em batalha e eu fui lá para o meio, aos gritos, sem imaginar contra quem me estava a pôr. Começo a olhar para a frente, vejo colegas teus,.. na minha cabeça já ia um “Não pode ser!”… podia ser tanto que quando virei a cara no sentido oposto te vi a ti :P Passaste ao meu lado, não sei se esperavas que te dissesse algo, mas eu não quis mesmo falar contigo ali, lamento.

Acho que, se esticasse o braço, te conseguia tocar.

Nem tento imaginar a tua reacção.

 

            Por fim, estou há uma semana no Algarve, custa-me não falares comigo, mas também resolvi adoptar essa postura de quem faz de conta que não conhece os outros. Faço de conta mas não te esqueço. Faço poker face mas o sentimento continua ali.

 

          E, sabes que mais?  Oiço toda a gente, ajudo quem me deixa ajudar e, quando é para mim, NESTUM! – é um sentimento de impotência daqueles. Sempre se ouviu dizer que nossos conselhos são bons para todas as pessoas excepto para nós… Oh.. como é verdade!

 

P.S.- Quando acabar a R.C. vou tomar um litro de coragem para te mandar um sms a sugerir um encontro. Quero falar contigo cara-a-cara. Acredita que o tema da conversa não será tão óbvio como julgas. Há muito mais para dizer. E há certos assuntos que já não merecem um pingo da minha energia.

Espero que não tenhas a brilhante ideia de (se aceitares) marcares a conversa na Universidade. Se até agora não tentei falar contigo à frente de ninguém, por alguma razão é. Estou farta que as pessoas saibam mais da minha vida do que eu e se metam nela como eu nunca dei autorização para tal.

 

Quero reconstruir este castelo contigo.. aceitas?

 

 

Beijo

 

Chantilly**

Marcas-me, talvez inadvertidamente em cada passagem pela minha vida.

Marcas-me, eu gosto e quero mais.

Marcas-me, tomara que o fizésses intencionalmente.

Marcas-me… será que também te marco em cada olhar que foge e em cada palavra não dita?

Marcas-me e, mesmo em silêncio, eu adoro-te.

 

Chantilly

by laurence_2

by laurence_2

Hoje encontrei o dia cheio de significados e sinais.

               Acordei (mais um dia) a pensar em ti. Com a sensação que até tinha sonhado contigo  (como é normal). E até seria mais um dia normal se eu não estivesse a arrumar as minhas coisas para voltar para a linda cidade onde nos conhecemos, a capital do Reino dos Algarves.

Até podia ser um dia sem grandes emoções, se eu não resolvesse fazer uma triagem de tralha para levar ou não para mais um ano de (suposto) estudo.

Poderia ter sido só mais uma arrumação típica pré-ano lectivo. Escolher roupa, arrumar livros,…

Resolvi, por acaso mexer no malão que tinha coisas guardadas de antemão… coisas das quais eu iria precisar de certeza, pelo que não as tirei de lá durante o Verão. Vai de mexer, de remexer para verificar se falta algo… até que encontro um cd.. um cd sem nada escrito mas que me disse muito apesar de na altura não saber do que se tratava.

Fiquei ali, ajoelhada em frente ao malão com um sorriso daqueles mesmo tolos… com o cd na mão como quem pega numa foto antiga, com muito cuidado, não se vá estragar… e quando me dou conta, sai-me pela boca o que o coração pressentia:

“- Não me digas que este cd é aquele…”

Não consegui perder tempo com mais nada. Levantei-me e fui a correr para o portátil. Abri a gaveta do leitor de cds, pus lá o cd, fechei a gaveta.. esperei, esperei.. “Não me digas que desta vez o cd vai abrir!”.. e não abriu -.-’

 

Fiquei ali apenas a olhar para o título do cd. “Almodôvar”.

 

Mais uma vez (como tantas vezes desde que te conheci) voltei atrás no tempo.

                

 

              Sentada na cadeira, à frente do portátil, ofereci os meus préstimos de comunicadora para te ajudar a fazer a edição final do filme que tinhas de preparar para um trabalho. Talvez o meu computador, todo “quitado” com codecs, conseguisse deslindar o segredo desse DVD que te estava a estragar os planos.

Não estava era à espera que me quisesses levar para tua casa. Para o escritório, leia-se. Estávamos ali para trabalhar. Eu fui lá para ajudar! Ok.. admito… até foi boa ideia ir contigo. Pude contemplar-te no teu lado mais intelectual.. e gostei.

Podes-me fazer montes de perguntas sobre aquela tarde. Podes até perguntar-me o nome da terra que gostas mais em Almodôvar. Espero não me ter enganado mas acho que é.. Santa Clara?! Se não for também não peço desculpas… naquela tarde assimilei muita informação sobre ti.. algo teria de falhar!

Também sei que gostamos de bolachas diferentes! Tu gostas daquelas de recheio de laranja e com cobertura de chocolate -  eu, pessoalmente, odeio – acho que até mencionei que um dia a minha tia que vive na França me deu um pacote, provei uma e não toquei mais no pacote, tal foi o gosto que lhes ganhei. Eu gosto das recheadas de maçã, ou frutos silvestres.. yammy :D Enfim, ainda bem que tinhas das duas variedades em casa :)

              Não sei qual foi a ideia de me quereres fazer sentar na bola de Yoga.. mas como eu previ que ia fazer más figuras decidi não aceder ao desafio.. vai que me sento e aquilo rola e eu caio e parto o pescoço.. e lá estou eu com os meus dramas :P

             Gostei imenso de te poder ajudar naquele teu trabalho. Pena não ter ajudado no principal, a deslindar e editar aquele video que está naquele DVD :) Talvez um dia consiga abri-lo. Gravo-o num formato mais simples e depois dou-te. Nem que seja só para não fazeres nada com ele :)

               Achei piada à voz do teu pai, ao entrar em casa a chamar-te “campeão”. À cara dele quando viu que afinal não estavas sozinho. À maneira como se sorriu quando lhe perguntaste se “já conhecia esta rapariga”. Fiquei tão envergonhada… não imaginas xD O teu pai já me conhecia da S.A. Aliás… eu já o tinha (re) conhecido antes de ele me conhecer! Sim, porque as vossas parecenças são visíveis ao longe. Vi-o ao lado da barraca do teu curso com outras pessoas e, de imediato, pensei “Aquele deve ser o pai dele. É a cara chapada.” Nem vou comentar a vergonha que a Rafaela depois me fez passar quando mo apresentou! Outra vontade das grandes de arranjar um buraquinho onde me enfiar xD

                   Depois de tantas lembranças.. tive saudades de tudo.. as de ti nunca me abandonaram.. mas até do teu cão me lembrei.. da pachorrice que as articulações cansadas lhe exigiam… daquele pêlo lindo… é natural que ele seja o teu orgulho!

AHH.. também gostei muito de ver as tuas fotos de criança a jogar futebol na Suíça.. e dos peixinhos no Aquário!! :D

                                   Entretanto acordei do sonho ao qual me auto-induzira acordada e resolvi ir até à cozinha. Estavam a dar os signos na TV e aconselharam-me, enquanto virginiana, a não ter pensamentos negativos. Naquele momento vi-nos a regressar a Loulé e a subir e descer aquela encosta santa.

“É um lugar encantado entre o Mundo e a solidão… onde… a vida cabe nas mãos” (S.F.)

 

                      

 

               

                      Escusado será dizer que passei o resto do dia a sonhar reencontrar-te, a “panicar” porque não sei o que te dizer… e a sentir uma falta tua capaz de me arrancar o coração do peito..

Mas HOJE eu acredito que é possível voltar a ser feliz.. contigo. Também acreditas comigo?

 

Beijo

 

Chantilly**

Hoje o meu signo aconselha… não desistir dos meus objectivos, pois isso não trará nada de positivo :)

E vivam os astros :P

 

Desistir? Nunca!

 

 

Beijo

 

Chantilly**

O tempo que (não) falta para estar contigo..

Janeiro 2012
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