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Há aproximadamente uma semana atrás, recebi uma mensagem tua. Uma mensagem com a qual não contava.
Após um “não me digas mais nada” que deveria eu esperar? Já estava mentalizada de que não irias dizer-me nada pelo meu aniversário, acredita. Se dissesses, talvez fosse lá pra tarde ou pra noite.
Mas eu recebi uma mensagem tua. Foi de propósito o facto de essa mensagem ter sido enviada 2 minutos depois de começar o meu aniversário de 2009?
Não imaginas como me senti ao pegar no telemóvel e ver uma mensagem tua. Não imaginas como me embebi em cada palavra daquela mensagem. Não imaginas os significados que tentei descobrir nela.. Não imaginas a minha alegria ao descobrir que, afinal, pelo que dizes, até me desejas bem.
Não imaginas, igualmente, o esforço que fiz para te responder. O espanto foi tal que perguntei a mim própria: e agora, o que é que eu faço? Agradeço, como é óbvio, mas como?
Sempre tive bastante facilidade em escrever mas, naquele momento, senti-me como que desterrada numa terra nova, a saber poucas palavras do vocabulário local. Tremi, li e voltei a ler a tua mensagem. Seria mesmo real? Estaria eu a ver coisas?
Uma hora depois, farta de pensar, resolvi parar de pensar e não voltar a cometer o erro de racionalizar o que sinto, nem ter medo de sentir o que sinto.
Agora, passados quase oito dias sobre essas sms’s, devo dizer que o meu desejo é mesmo esse, que os teus desejos para comigo se realizem contigo presente.
Pena também não teres tido a disponibilidade de comparecer na minha espécie de jantar de anos. No entanto, devo confessar que fiquei muito surpreendida com o ” ia com muito gosto”.
Levezinha q.b., entrei na infernal 1ª semana de praxes e, não sendo eu besta nem Académica, pude deleitar-me com as mesmas, apesar da vontade miudinha de praxar.
Tenho ideia de te ter visto, ao longe, talvez no 2º ou no 3º dia. Vi-te como da primeira vez… trajado. Se fosse de noite, a luz dos meus olhos ter-me-ia, com certeza, denunciado, tal foi a felicidade em rever-te. Sendo de dia, esbocei um sorriso de menino pequeno que vê o boneco favorito em cima do armário e, não lhe podendo tocar, fica ali sentado, de cabeça no ar, a admirá-lo e segui em frente…
Noutro dia, ao pedir a colegas para não passar pelo lado da ESGHT afim de não esbarragar com o teu curso, contornei a minha querida ESEC… e tu apareces-me de frente com as tuas bestas..achas normal?
Nem sei se me viste… eu também fiz questão de não me pronunciar à frente do teu curso e de cumprimentar amigavelmente todos quantos a mim se dirigiram
Estavas cada vez mais perto.. e o meu coração prestes a explodir..
O fim da picada foi mesmo na última quinta-feira, no final dos jantares de curso. Os nossos queridos cursos resolveram entrar em batalha e eu fui lá para o meio, aos gritos, sem imaginar contra quem me estava a pôr. Começo a olhar para a frente, vejo colegas teus,.. na minha cabeça já ia um “Não pode ser!”… podia ser tanto que quando virei a cara no sentido oposto te vi a ti
Passaste ao meu lado, não sei se esperavas que te dissesse algo, mas eu não quis mesmo falar contigo ali, lamento.
Acho que, se esticasse o braço, te conseguia tocar.
Nem tento imaginar a tua reacção.
Por fim, estou há uma semana no Algarve, custa-me não falares comigo, mas também resolvi adoptar essa postura de quem faz de conta que não conhece os outros. Faço de conta mas não te esqueço. Faço poker face mas o sentimento continua ali.
E, sabes que mais? Oiço toda a gente, ajudo quem me deixa ajudar e, quando é para mim, NESTUM! – é um sentimento de impotência daqueles. Sempre se ouviu dizer que nossos conselhos são bons para todas as pessoas excepto para nós… Oh.. como é verdade!
P.S.- Quando acabar a R.C. vou tomar um litro de coragem para te mandar um sms a sugerir um encontro. Quero falar contigo cara-a-cara. Acredita que o tema da conversa não será tão óbvio como julgas. Há muito mais para dizer. E há certos assuntos que já não merecem um pingo da minha energia.
Espero que não tenhas a brilhante ideia de (se aceitares) marcares a conversa na Universidade. Se até agora não tentei falar contigo à frente de ninguém, por alguma razão é. Estou farta que as pessoas saibam mais da minha vida do que eu e se metam nela como eu nunca dei autorização para tal.
Quero reconstruir este castelo contigo.. aceitas?
Beijo
Chantilly**


